Jogo de Menores



Estudos sobre os hábitos dos jovens jogadores patológicos encontraram uma ligação entre uma estreia precoce no jogo e o posterior problema/dependência dos jogos a dinheiro. Entre os jovens que têm algum tipo de problema, uma maior percentagem, em comparação com os jovens que jogam menos, começou a jogar em criança.

Em relação aos adultos, os adolescentes têm o dobro das hipóteses de desenvolver problemas com o jogo:

Um acesso facilitado ao jogo, a sua elevada aceitação como forma de diversão, a percepção de que permite um acesso rápido a uma vida boa e o elemento de “risco” tornam o jogo atractivo para os adolescentes, com graves consequências sociais, educacionais e emocionais.

As crianças e os adolescentes, entre os 11 e os 16 anos, têm dificuldade em entender os princípios que determinam os resultados do jogo:

O acaso que determina o resultado, a diferença entre sorte e probabilidade, a possibilidade real de ganhar e a importância da habilidade no jogo. Todos estes conceitos são difíceis de compreender e distinguir pelas crianças e adolescentes.

Os jovens jogadores patológicos têm uma compreensão mais irracional do jogo do que os outros jovens:

São mais propensos para uma convicção exagerada na sua própria capacidade de controlar os resultados dos jogos, ou seja, têm a ilusão do controlo sobre o jogo. Além disso, acreditam que é uma boa forma de ganhar dinheiro. Os jovens jogadores patológicos também sobrestimam o seu poder de auto‐controlo, isto é, a capacidade de ser capaz de parar em qualquer momento e limitar as suas apostas.

Os progenitores têm um papel importante na prevenção do jogo de menores

Procure um momento “natural” para falar com a criança ou adolescente sobre os jogos a dinheiro, por exemplo: após ter visto o anúncio de um casino ou ter tomado conhecimento que uma pessoa amiga ganhou ou perdeu dinheiro em jogos de azar:

Comece com algumas perguntas, antes de dar informação ou apresentar as suas opiniões pessoais. Analise as ideias e os sentimentos pessoais do seu filho ou da sua filha acerca dos jogos de azar. Seja paciente. Poderá ser necessário conversar por diversas vezes até o seu filho ou a sua filha compreenderem as ideias que pretende transmitir.

Existem dois bons motivos pelos quais é importante que fale com os seus filhos adolescentes: Em primeiro lugar, para qualquer adolescente faltam apenas alguns anos para atingir a idade adulta em que podepraticar jogos de azar de forma legal. Em segundo lugar, muitos adolescentes já praticam jogos de azar. Embora possa ser apenas na forma de uma aposta inofensiva no totobola ou no euromilhões, com um valor pouco significativo, a situação pode (vir a) ser mais grave.

Diversos estudos, noutros países, têm demonstrado que entre três a quatro por cento dos adolescentes que praticam jogos de azar sofrem de problemas inerentes ao vício do jogo. Quando atingem os 18 anos, o risco de virem a sofrer de algum problema quase duplica.

Os adolescentes precisam de entender que os jogos de azar não são uma forma de ganhar dinheiro:

Eles precisam de saber que os jogos explorados por casinos, salas de bingo e lotarias são concebidos de modo a que a maioria das pessoas perca dinheiro a longo prazo. Os praticantes de jogos de azar não parecem entender isto e acreditam que foram abençoados com algum talento ou sorte especiais. Frequentemente, “perseguem” as perdas que sofreram, apostando cada vez mais dinheiro, convencidos de que irão recuperar o dinheiro que já perderam. Os adolescentes precisam de entender que tais convicções não têm lógica e são, de facto, perigosas.

Devem também entender que os adultos responsáveis não praticam quaisquer jogos de azar ou fazem-no com quantias que podem dar-se ao luxo perder. Tais adultos consideram os jogos de azar uma opção de entretimento e não uma forma de ganhar dinheiro. Além disso, sabem que embora possam ganhar esporadicamente, acabarão por perder com a continuação do tempo.

Por fim, os adolescentes precisam de reconhecer que os jogos de azar podem trazer consequências graves ao longo da vida, inclusivamente a perda de elevados montantes em dinheiro, a destruição da carreira e a perda dos amigos e da família.

Os adolescentes que conhecem os jogos de azar e os seus riscos têm menor probabilidade de vir a ter algum problema. Os pais poderão proteger os filhos aogarantirem que estes adquirem tal conhecimento:

Os pais que nunca debateram este tema com os seus filhos adolescentes poderão não compreender que já estão a transmitir uma espécie de mensagem sobre jogos de azar através da sua própria atitude. Os pais poderão comprar bilhetes de lotaria, jogar bingo ou frequentar casinos e parecerem desfrutar de tais experiências. Ou até poderão nem praticar nenhuns jogos de azar, quer devido a convicções de ordem moral ou porque não estão interessados. Poderão também gastar demasiado dinheiro em tais jogos e acabarem por lamentar.

Conversar directamente sobre jogos de azar é uma forma de garantir que se está a transmitir de forma exacta o que se pretende.

Os operadores e promotores de jogo online devem assumir a responsabilidade social de prevenir o jogo de menores:

O jogador responsável tem em conta que não existem sistemas isentos de falhas. No entanto, quando sabe que um jovem com menos de 18 anos está registado num sítio de jogo a dinheiro notifica o operador.

Para garantir a segurança dos menores, o PokerPT.com recomenda a instalação de um programa de filtragem que bloqueie o acesso a determinados sítios e programas. Além disso, o Departamento de Jogo Responsável do PokerPT.com aconselha:

Programas de filtragem:

Gamblock # CyberPatrol # Contentwatch # Netnanny # Cybersitter

O PokerPT.com assumirá a sua quota parte de responsabilidade social:

O Departamento de Jogo Responsável do PokerPT.com está a desenvolver um programa de Jogo Responsável e Prevenção de Jogo de Menores que deverá envolver as salas de poker que estão ao acesso dos jogadores portugueses: